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Félix Ramos e o Foro Por la Memoria de Huelva

Aguas do Soul Quinta-feira, Agosto 27, 2009 | 30 agosto 2009

Felix Ramos e os seus camaradas do Foro por la Memoria de Huelva não têm parado de me comover e surpreender

São gente revolucionária a valer, imparáveis. Daqueles que agem.

Em Espanha ainda há ruas com nomes ligados ao doloroso passado, imposto pelos vencedores do conflito fraticida dos anos 30.

Conheci estes amigos, quando do lançamento do livro “Memórias do Contrabando em Santana de Cambas” e na ocasião apercebi-me da importância da sua luta, do seu empenho e da justeza da sua causa.

Há mais de 70 anos atrás os nossos vizinhos ibéricos viviam o inferno de uma Guerra Civil, da qual o ditador Franco foi o vencedor.

Muitos Republicanos, Comunistas e Revolucionários, foram fuzilados e os corpos atirados a valas comuns. Tal como no Chile dos anos 70…

Félix Toscano Ramos, com outros jovens universitários, generosos, fundou este movimento de resgate, pela dignidade, – que tem enfrentado poderosos obstáculos.

Há anos que resistem, para retirar da toponímia espanhola nomes fascistas, desenterrando as ossadas dos mortos anónimos, com a ajuda de netos e outros familiares desses heróis desconhecidos, que sonhavam uma terra sem exploradores e opressão.

Numa altura da minha vida, em que me sentia despedaçado, por uma maldade terrível, que me tinham feito, dei comigo numa sala de El Almendro (perto da fronteira portuguesa, frente a Mértola), com lágrimas nos olhos, vendo um filme que mostrava as operações (com uma equipa multidisciplinar, integrando arqueólogos, antropólogos e demais cientistas) de exumação, seguidas do funeral, com a Comunidade, reabilitando a memória daqueles que não tinham tido direito a um enterro.

Entretanto, estiveram em Portugal, homenageando aqueles que ajudaram o povo espanhol como João Carrasco em Santana de Cambas e mulheres rurais como Catarina Eufémia, tombada pelas balas de Salazar, em Baleizão.

Saúdo estes combatentes da Liberdade e da Verdade Histórica, espalhados por todo o território espanhol, unidos numa federação de fóruns, que obrigaram as autoridades (Zapatero teve um avô fuzilado pelos franquistas porque pensava diferente) a tomar medidas, perante tão aguerrida atitude, tão consequente acção.

Companheiros! Força! Vocês são um exemplo, para aqueles que em Portugal também lutam por um Mundo mais humano.

Quem quiser aprofundar, pode pesquisar em:

http://foroporlamemoriadehuelva.spaces.live.com/

Texto: Luís Filipe Maçarico; Fotos: Foro por la Memoria de Huelva e LFM

http://aguasdosul.blogspot.com/2009/08/felix-ramos-e-o-foro-por-la-memoria-de.html