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O PP continua a mostrar a sua adesom ao franquismo
primeiralinha.org - 2 Diciembre 2003

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Nos últimos dias, o Partido Popular continuou a dar mostras de adesom ao franquismo. Através da Junta da Galiza, está a obstaculizar a legalizaçom da Associaçom para a Recuperaçom da Memória da Galiza (ARMH), alegando defeitos formais que mal conseguem ocultar o seu ódio contra a tradiçom antifranquista que ainda subsiste na nossa naçom.

Lembremos que o PP é o único partido que recusou aderir ao Congresso da Memória que decorrerá em Narom entre os dias 4 e 7 de Dezembro, dedicado à recuperaçom da memória dos luitadores e luitadoras antifranquistas e vítimas do fascismo na comarca de Trasancos. Também no Congresso espanhol, no dia 1 de Dezembro, o PP ficou auto-excluído em solitário da homenagem institucional aos represaliados e represaliadas polo fascismo durante quarenta anos de repressom no Estado espanhol.

Anteriormente, o Partido Popular tem rejeitado reiteradamente qualquer condena do regime genocida liderado polo general Franco, ao tempo que nega apoio à recuperaçom dos corpos de democratas assassinados nas valetas polos pais políticos do PP a seguir do golpe de Estado de 1936.

A escusa para nom aderir a actos de desagravo como os que comentamos é a de nom querer 'mexer no passado'. Porém, semelhante treta entra em contradiçom com o financiamento que outorga o Governo espanhol a entidades abertamente franquistas como a Fundación Nacional Francisco Franco e a Fundación División Azul, na sua pretensom de exumar os cadáveres dos falangistas mortos na frente russa. Ambas dedicam o seu labor à defesa dos assassinos franquistas e o seu legado de morte e repressom, com dinheiro público gerido polo Partido Popular. Na Galiza, alcaides do PP como o de Beade homenageiam directamente o ditador espanhol com missas cada ano, actos arroupados pola presença da Guardia Civil ante os protestos populares.
Há que ter em conta que, para além da filiaçom política do PP e o franquismo, só com darmos umha olhadela aos apelidos dos seus dirigentes, podemos explicar a atitude pró-franquista da direita governante no Estado espanhol, a começar polo fundador do partido e presidente da Junta da Galiza, o ex-ministro franquista Manuel Fraga.